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CURIOSIDADES

Mascote
 
A mascote da Roma é uma loba que está, inclusive, no escudo da agremiação com seus dois filhotes. A escolha tem a ver com a história da fundação da cidade de Roma. Segundo ela, os responsáveis pelo início da construção do império foram os gêmeos Rômulo e Remo, que, quando crianças, foram alimentados por uma loba.


Ídolos, títulos e artilharia

O primeiro grande time da história da Roma foi o dos anos 1930, quando a equipe conseguiu manter-se de maneira constante entre os melhores clubes do Campeonato Italiano.

A grande dupla daquele período foi Attilio Ferraris e Fulvio Bernardini, que, juntos, conseguiram destaque inclusive com a seleção italiana, sendo que o primeiro foi campeão mundial em 1934.

Outro atleta da Roma que participou da conquista de 1934 foi Guido Masetti. O goleiro ainda seria novamente vencedor do Mundial em 1938. Além disso, se destacou pela longevidade, e ficou na agremiação até a conquista do primeiro título do Campeonato Italiano, em 1941/42.

Não era, no entanto, a principal estrela daquela equipe. O principal nome da Roma campeã foi o atacante Amedeo Amadei. O jogador fez, no total, 101 gols com a camisa do time da capital, e até hoje é venerado como um dos heróis daquela conquista.

Artilharia

Francesco Totti é não só o maior artilheiro como também um dos maiores ídolos da história da Roma, ao lado do brasileiro Falcão. Profissional desde 1993, é capitão da equipe desde o fim da década de 1990, herdando a tarja de Aldair, e balançou as redes adversárias em 158 oportunidades até o início desta temporada. Até hoje está no clube, e, também por ter rejeitado várias propostas de times considerados maiores, é tão venerado.



Nos anos 1960, o grande momento da Roma foi em 1960/61, quando o time comandado pelo argentino Pedro Manfredini venceu a Copa de Férias, competição similar à atual Copa da UEFA. O sul-americano, de grande destaque no Racing, ficou no time de 1959/60 a 1964/65, e marcou 76 gols em 130 partidas disputadas.

Depois disso, a Roma passou por mais uma década complicada, em que passou sem títulos. Passaram por ali, no entanto, bons jogadores como De Sisti, Del Sol e até o brasileiro Amarildo, campeão mundial em 1962, já no fim de sua carreira.

O grande momento da história do clube viria nos anos 1980. Estrelas como Bruno Conti, Carlo Ancelotti, Roberto Pruzzo e, principalmente, o brasileiro Paulo Roberto Falcão, foram os artífices do segundo scudetto, de quatro Copas da Itália e, mais importante, do retorno da Roma ao melhor nível do futebol italiano.

Bruno Conti, meio-campista, ganhou tanto destaque que fez parte do grupo da Itália que foi campeão mundial em 1982, na Espanha. Naquela competição, Falcão defendia o Brasil ao lado de Zico, Sócrates e outros, que foram eliminados justamente pela Itália. O brasileiro fez tanto sucesso que foi apelidado de “Rei de Roma”.

Depois disso, a Roma passaria por mais um período longo de jejum. Só voltaria a conquistar espaço na Itália, vencendo até um Campeonato Italiano, no século XXI. Neste momento, foi a geração comandada por Fábio Capello que conseguiu o feito.

O técnico, que havia defendido a Roma como jogador na década de 1970, montou a equipe no 3-5-2, com os brasileiros Aldair e Antônio Carlos no miolo de zaga. Na ala-direita, outro representante do futebol nacional: o bicampeão mundial Cafu. A maior estrela, porém, era o meia-atacante Francesco Totti.

Pela longevidade e pelo número de gols marcados, tornou-se, ao longo dos anos, o maior ídolo da história do clube. Foi, inclusive, campeão mundial pela Itália em 2006, na Copa da Alemanha. De sua geração, só rivaliza em idolatria com Aldair, que jogou de 1990 a 2003 e, quando se aposentou, viu a camisa número 6, que vestiu durante sua passagem, ser aposentada pela direção em agradecimento aos serviços prestados.

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Imagem cedida pela Associazone Sportiva Roma
Roma/Divulgação

Brasileiros

A Roma tem, atualmente, seis brasileiros em seu elenco principal. E os grandes destaques desta temporada são os recém-contratados Juan e Cicinho. O zagueiro brasileiro transferiu-se do Bayer Leverkusen tentando confirmar na Itália o espaço que havia conquistado no futebol alemão.

Titular da seleção brasileira na última Copa do Mundo, em 2006, na Alemanha, ele também surge como principal opção do time para o miolo de zaga. Já o lateral Cicinho chega à Roma depois de passagem frustrante no Real Madrid, em que ficou marcado por graves lesões.

O espaço do campo que será ocupado pelo jogador já pertenceu a outro brasileiro, recentemente. Mancini, ex-Atlético-MG, chegou ao clube em 2003/04 para atuar na ala, mas acabou sendo avançado e hoje é um atacante.

Algo semelhante acontece com o ex-palmeirense Taddei. O jogador, que sempre se caracterizou por ser uma espécie de “curinga” no time paulista, defendeu a Roma em várias posições diferentes, desde a lateral até o ataque.

Outra posição em que brasileiros têm espaço na Roma é a meta. Dos quatro goleiros do clube, dois são representantes do futebol nacional. O titular é Doni, ex-Corinthians e Santos, que é figura constante nas convocações do técnico Dunga para a seleção brasileira. O outro é Júlio Sérgio, campeão brasileiro de 2002 ao lado de Robinho e Diego pelo Santos. Ambos são empresariados pelo ex-jogador da Roma Antônio Carlos, hoje no Santos.

Principais títulos

Campeonato Italiano
1941/42 1982/83 2000/01



Copa da Itália

1963/64 1968/69 1979/80 1980/81
1983/84 1985/86 1990/91 2006/07